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Como investir em ativos internacionais: guia completo

Descubra como investir em ações, ETFs, BDRs e fundos internacionais sem sair do Brasil. Conheça as vantagens, riscos e como começar com pouco dinheiro.

Investir no exterior agora é acessível

Investir em ativos internacionais está mais fácil do que nunca. Hoje, dá para aplicar lá fora sem sair do Brasil, direto por uma corretora que ofereça acesso a produtos estrangeiros como ações, fundos de investimento e ETFs (fundos negociados em bolsa). E sabe o legal? Não é mais coisa de milionário. Com um pouco de pesquisa, dá pra encontrar ações ou cotas de fundos por menos de R$ 100.

Mas nem tudo são flores. Investir no exterior envolve custos, riscos e impostos. É importante ficar atento às taxas, ao câmbio e ao Imposto de Renda (IR), que podem influenciar seus rendimentos.

Como começar a investir

O primeiro passo é abrir conta em uma plataforma que ofereça acesso a produtos internacionais. Hoje há várias opções no mercado. Antes de escolher, pesquise sobre reputação, atendimento e custos. A abertura da conta é simples: normalmente você precisa enviar documentos básicos (CPF, comprovante de residência, dados bancários e contatos). A maioria das plataformas não cobra taxa de abertura.

Duas formas principais de investir

Indiretamente: por produtos listados na B3, como BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e ETFs que replicam índices estrangeiros. Vantagem: não precisa abrir conta internacional nem converter moeda.

Diretamente: por meio de uma conta internacional, enviando reais que serão convertidos em dólar para investir em ações e outros produtos. Vantagem: acesso mais amplo a papéis e fundos no exterior.

Ações internacionais

São as ações de empresas listadas em bolsas estrangeiras, como Apple, Amazon, Tesla e Microsoft. Dá para comprar os papéis delas diretamente se você tiver conta em uma corretora internacional. Você vira sócio da empresa e pode lucrar com a valorização dos papéis e com dividendos. O ponto de atenção é que tudo é cotado em dólar, então o câmbio influencia seu ganho (ou perda).

BDRs (Brazilian Depositary Receipts)

Os BDRs são certificados que representam ações de empresas negociadas no exterior. Eles são negociados diretamente na B3, oferecendo uma forma mais prática de investir em empresas estrangeiras. Quem compra o BDR da Apple (AAPL34), por exemplo, terá o mesmo desempenho da ação original. Mas atenção: o BDR da Apple equivale a 1/20 da ação original. Isso significa que 20 BDRs formam uma ação completa. Quando as empresas pagam proventos, quem tem um BDR recebe uma parte em 20 do dividendo pago para uma ação inteira.

Existem dois tipos: BDRs não patrocinados (emitidos por instituições financeiras brasileiras) e BDRs patrocinados (lançados pela própria empresa estrangeira).

ETFs internacionais

Os ETFs (fundos negociados em bolsa) estão super populares. Nos EUA, o número desses fundos já ultrapassou o número de ações. Esses produtos são fundos de investimento que reúnem o dinheiro de vários investidores em determinados ativos. Eles podem investir em ações, outros ETFs, títulos públicos e seguem algum índice. Um exemplo é o S&P 500.

Dá para investir em ETFs internacionais de duas formas: diretamente, por corretoras que operam fora do Brasil, ou indiretamente, via ETFs listados na B3 que replicam índices estrangeiros.

Fundos de investimento

Outra opção é aplicar em fundos geridos por profissionais, que investem em ativos fora do país: ações, títulos ou até outros fundos. Você compra cotas em reais, e o gestor faz todo o trabalho de selecionar, comprar e administrar os ativos no exterior. Esses fundos estão disponíveis em várias plataformas brasileiras e costumam ter aplicação mínima baixa. Porém, costumam ter taxa de administração (cobrada todo ano) e taxa de performance (baseada no resultado do gestor).

Renda fixa internacional

Dá pra investir em ativos internacionais de renda fixa também. São títulos emitidos por governos, como as Treasuries dos EUA, ou por empresas estrangeiras. Para alocar diretamente, é preciso ter conta internacional. Há também opções locais de fundos ou ETFs de renda fixa global, que investem nesses títulos e cuidam do câmbio por você.

Principais vantagens

Redução do risco Brasil: O Brasil é uma economia emergente e está mais suscetível a choques e crises econômicas e políticas, impactando diretamente os retornos dos ativos.

Diversificação: O Brasil é gigante em alguns setores, mas é um ‘ovo’ em mercado de capitais. A B3 tem cerca de 400 ações, representando apenas 1% do mercado global. Investir em ativos internacionais dá um toque de diversificação à carteira.

Acesso a diferentes teses de investimento: Por aqui temos boas empresas de commodities, bancos e petróleo, mas o leque para por aí. Internacionalmente, você se expõe a tecnologia, saúde, consumo e muitos outros setores.

O que isso significa para o investidor

Investir no exterior amplia suas possibilidades de rendimento e reduz riscos concentrados no Brasil, mas exige atenção às taxas, câmbio e impostos. Comece com produtos indiretos como BDRs e ETFs na B3 para ganhar experiência antes de abrir conta internacional.

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Investidor e criador da Start Grana

Criador do portal Grana Investimentos e da Comunidade Grana do Zero. Conteudo diario sobre investimentos, financas pessoais e comportamento financeiro para investidores brasileiros.