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Como investir no S&P 500 sem sair da B3 com ETFs

ETFs como o IVVB11 permitem acompanhar o S&P 500 com baixo custo, diversificação e vantagens tributárias. Saiba como investir no exterior direto pela B3.

Invista no exterior de forma simples e barata

O lendário investidor Warren Buffett é conhecido por recomendar que nunca se aposte contra os Estados Unidos – um conselho que faz muito sentido quando se observa o desempenho do mercado americano. Apesar da alta volatilidade em 2025, com a guerra tarifária deflagrada pelo presidente Donald Trump, desconfiança sobre inteligência artificial e o maior shutdown da história com 43 dias de paralisação, o S&P 500 renovou suas máximas históricas nada menos do que 39 vezes ao longo de 2025.

Muitos investidores brasileiros viram o índice bater recordes apenas pelas notícias na tela do celular. Mas poderiam ter participado do movimento se tivessem parte dos seus recursos alocados no exterior. De acordo com Cristiano Castro, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da unidade brasileira da BlackRock, “quando começa a investir globalmente, você amplia seu leque de opções, torna sua carteira mais eficiente e fica menos dependente do desempenho dos ativos brasileiros”.

ETFs: a forma mais simples de investir no exterior

Existem diversas maneiras de investir no exterior, das mais simples às mais complexas. Uma das formas mais acessíveis é investir em ETFs (Exchange Traded Funds), fundos de índices listados em bolsa. Os ETFs replicam a composição de diversos índices de ações e outros ativos. As cotas dos ETFs são negociadas no pregão da B3, assim como uma ação da Vale ou da Petrobras.

Quatro grandes vantagens dos ETFs

1. É um investimento simples: Quem já tem conta em corretora para comprar ações na B3 não precisa abrir uma nova, nem realizar processos adicionais.

2. É um investimento diversificado: Existem cerca de 60 ETFs de renda variável internacional listados no Brasil. Além dos índices amplos, há também os segmentados, como fundos só com ações de tecnologia ou empresas de determinadas geografias.

3. É um investimento com vantagens tributárias: Quem compra um ETF é tributado como quem compra uma ação, com Imposto de Renda de 15% sobre o lucro nas operações normais e 20% em day trade. Nos fundos multimercado tradicionais, o imposto começa em 22,5% e só chega a 15% depois de dois anos. Além disso, não há “come-cotas”, cobrança semestral de IR que existe nos fundos.

O IVVB11: o ETF mais popular do Brasil

Na bolsa brasileira, existem quase 60 ETFs de renda variável internacional disponíveis para compra. O que reúne o maior número de investidores é o IVVB11 (IShares S&P 500), criado há onze anos com cerca de 220 mil investidores – quase um quarto de todos os investidores de ETFs no Brasil.

O S&P 500 reúne as 500 principais ações de empresas listadas no mercado americano. O índice reflete essencialmente a economia dos Estados Unidos, mas também abrange empresas nascidas em outras geografias que optaram por se listar nas bolsas americanas. Esse conjunto inclui representantes de vários setores: tecnologia como Alphabet, Amazon e Netflix, indústria farmacêutica como Novo Nordisk, aviação, logística, bancos e muito mais. “A grande vantagem é ter exposição, com um único instrumento, a uma carteira de 500 ações que exigiria gastar muito mais se compradas individualmente”.

Rentabilidade: ETFs vencem fundos tradicionais

Apesar de serem investimentos simples, os fundos de índices não são menos eficientes ou rentáveis. Enquanto ETFs asseguram um retorno igual ao S&P 500 (ou muito perto disso), a maior parte dos fundos tradicionais que têm como objetivo superar o desempenho do mesmo índice falha nessa missão. De acordo com o Spiva Scorecard, estudo realizado desde 2002 pela S&P Dow Jones Indices, cerca de 65% dos fundos de ações de grandes empresas nos EUA tiveram retorno abaixo do S&P 500 em 2024, quando o índice subiu 25%. Em períodos mais longos, o resultado é ainda pior: 90% dos fundos analisados perderam para o S&P 500 em intervalos de 15 e 20 anos.

O que isso significa para o investidor

Investir no S&P 500 através do IVVB11 ou outros ETFs internacionais permite participar do crescimento da economia americana com baixo custo e sem sair da B3. A maior parte dos fundos ativos não consegue bater o desempenho de um simples ETF, tornando-o a escolha mais eficiente para investidores que buscam diversificação internacional.

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rafakozoski
Investidor e criador da Start Grana

Criador do portal Grana Investimentos e da Comunidade Grana do Zero. Conteudo diario sobre investimentos, financas pessoais e comportamento financeiro para investidores brasileiros.