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SWIFT: como funciona o sistema de transações internacionais

SWIFT é o sistema que permite transações financeiras internacionais entre mais de 11 mil instituições em 200 países. Entenda como funciona e qual é a taxa cobrada.

O que é SWIFT?

SWIFT (abreviatura para Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication, ou Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais) é um sistema que tem como principal função permitir a troca de informações bancárias e transferências financeiras entre as instituições financeiras. A Sociedade Mundial de Telecomunicações Financeiras Interbancárias é uma cooperativa entre instituições financeiras que visa encontrar soluções em comum. Logo, o SWIFT é um tipo de serviço frequentemente usado para transferências entre instituições de dois ou mais países diferentes, ou até mesmo para quem opera investimentos no exterior.

Quando surgiu o SWIFT?

A fundação do sistema de pagamentos SWIFT ocorreu na cidade de Bruxelas, no dia 3 de maio de 1973. Carl Reuterskiold atuou na liderança do projeto e manteve-se como CEO desde seu início. Antes de sua criação, o First National City Bank (atual Citibank) era o responsável por operações desse tipo. O sistema SWIFT começou então a estabelecer padrões e boas práticas para transações financeiras. Em 1975, o sistema contou com importantes atualizações de regulamentação, tornando-se ainda mais seguro. A partir de então, foi sendo adotado cada vez por mais instituições, contando hoje com mais de 200 países.

Como funciona o SWIFT?

Criado em 1973, a instituição conecta pelo menos 11 mil instituições financeiras em 200 países e territórios, mostrando o seu alcance mundial. A função da SWIFT é tornar mais fácil as operações financeiras mundiais, permitindo que seja feita a troca de informações financeiras. Importante: a instituição não atua na transferência de dinheiro como bancos e corretoras de valores fazem, e sim na transferência de dados. O código é universal e é regido pelas normas ISO 9362. Com o código SWIFT, enviar remessas para o exterior ficou muito mais fácil e com menos risco, pois a padronização torna a identificação das transferências muito mais fáceis em qualquer instituição financeira do mundo.

Quem controla o SWIFT?

O sistema foi criado por bancos de origem americana e europeia. A intenção era fazer um sistema controlado por diversas instituições, e não um que fosse monopolista. Atualmente, a rede conta com mais de 11 mil instituições financeiras de todo o tipo dentro do sistema. A operação SWIFT fica por conta do Banco Nacional da Bélgica, que possui parcerias com bancos centrais de diversos outros locais do mundo. Desde então, o sistema funciona no sentido de permitir o comércio internacional seguro e estável.

O código SWIFT ou BIC

O código SWIFT também é conhecido por código BIC. A combinação serve para identificar bancos de qualquer lugar do mundo. O código pode ter oito ou dez caracteres. Como são mundial padronizados, é possível identificar várias informações no código BIC: banco, país de origem, localização e agência. Os quatro primeiros caracteres identificam o banco, os dois seguintes fazem a identificação do país e os caracteres finais identificam a cidade da agência. Alguns códigos identificam o ramo de atuação da financeira. Dessa forma, o código SWIFT ajuda a facilitar as transações do sistema bancário do Brasil com o resto do mundo.

Taxa SWIFT

As operações que usam a SWIFT têm um custo, que é a chamada taxa SWIFT. O valor cobrado pelo sistema é de 20 dólares por operação, mas este custo pode variar de acordo com a instituição financeira. Em algumas operações, existe a isenção da taxa SWIFT. Remessas online ou operação com valores acima de 1500 dólares americanos, por exemplo, são isentas. Além disso, podem haver outras taxas, o que depende de políticas fiscais de cada país. É preciso saber o quanto é pago de taxa em cada operação, uma vez que taxas excessivas podem diminuir o capital ao longo do tempo.

A Modernização do SWIFT: A Migração para o ISO 20022

O sistema SWIFT está passando por uma profunda modernização com a migração global para um novo padrão de mensagens, o ISO 20022. Essa nova linguagem é muito mais rica em dados, permitindo que as ordens de pagamento carreguem informações mais detalhadas sobre a transação. Na prática, isso resulta em maior eficiência no processamento (menos erros), melhora significativa na prevenção a fraudes e lavagem de dinheiro, e prepara a rede para se integrar a novos serviços financeiros, incluindo as futuras Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs).

O mundo antes do SWIFT

Anteriormente à existência do SWIFT, existia um outro sistema que as instituições financeiras usavam: o telex era usado para confirmar mensagens de transferência internacional de dinheiro. Entretanto, o telex consistia em um sistema que era demasiadamente lento e apresentava falhas de segurança importantes. Isso acontecia pois não havia um sistema padronizado de códigos que facilitasse a identificação das instituições financeiras nem de suas transações. Era preciso descrever cada transação ocorrida e o destinatário interpretava e executava as operações. Muitos erros aconteceram por causa disso na hora de enviar dinheiro para o exterior. Fundou-se então o sistema SWIFT em 1973, buscando globalizar as transações financeiras e tornar tudo mais padronizado, prático e rápido, além de aumentar a segurança.

O que isso significa para o investidor

Se você planeja investir no exterior, conhecer o SWIFT facilita suas remessas internacionais e reduz riscos de erros. Fique atento à taxa de 20 dólares por operação e às isenções para remessas acima de 1500 dólares, pois isso impacta diretamente seu retorno no investimento.

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Investidor e criador da Start Grana

Criador do portal Grana Investimentos e da Comunidade Grana do Zero. Conteudo diario sobre investimentos, financas pessoais e comportamento financeiro para investidores brasileiros.